
Sobre o destino
San Carlos de Bariloche é uma cidade na região da Patagônia argentina. Limitada pelo lago glacial Nahuel Huapi, junto à Cordilheira dos Andes, Bariloche é conhecida pela arquitetura no estilo alpino suíço e pelo chocolate, vendido em lojas na Calle Mitre, a rua principal. A cidade serve também como uma base para caminhadas e a prática do esqui nas montanhas próximas e para explorar a região dos lagos ao redor.

Quando ir
No inverno, se você quer ver neve, esquiar, fazer snowboard e no Verão, para fazer lindas trilhas, com paisagens impressionantes, lagos e o clima mais agradável para caminhadas. Nossa viagem foi realizada no feriado de Páscoa, quando não havia neve.

Páscoa em Bariloche
A Páscoa em Bariloche é marcada pela tradicional Fiesta Nacional del Chocolate, transformando a cidade na capital do chocolate com atrações como a maior barra de chocolate do mundo, que passa de 200 metros, colocada e distribuída na Calle Mitre. O evento inclui esculturas gigantes, a “Casa do Coelho”, oficinas e shows.

Onde ir
O Centro Cívico de Bariloche é uma praça símbolo da cidade, datada de 1940 e situada no final da rua Mitre, a principal via de comércio, que fica fechada durante os dias de eventos. Ela é rodeada por prédios de pedra e detalhes em madeira, arquitetura influenciada pelas regiões montanhosas. Ali estão a Secretaria de Turismo, a Câmara Municipal, uma biblioteca, o Museu da Patagônia, que é gratuito, além da estátua de Júlio Roca bem ao centro, militar que foi presidente do país e alvo de muitos protestos, tudo isso com vista para o lago Nahuel Huapi.



Cerro Campanario
Localizado no km 17 da Av. Bustillo, é famoso por oferecer uma das vistas panorâmicas mais espetaculares do mundo, frequentemente eleita pela National Geographic. Com 1.049 metros de altitude, o topo é acessível por um teleférico (aerosilla) em 7 minutos ou por trilha a pé. Funciona diariamente, geralmente das 9h às 18h, os ingressos são vendidos no local. Há uma cafeteria no topo.


Cerro Catedral
Localizado a cerca de 20 km do centro, é o maior e mais completo centro de esqui do Hemisfério Sul. Com 2.405 metros de altitude, oferece 120 km de pistas para todos os níveis, infraestrutura moderna, restaurantes e vistas deslumbrantes do Parque Nacional Nahuel Huapi. Pode-se chegar de carro, táxi, Uber ou transporte público.
Cerro Otto
Esse está bem próximo ao centro e é famoso por seu teleférico de gôndolas fechadas e pela exclusiva confeitaria giratória no topo, oferecendo vistas 360° do Lago Nahuel Huapi e dos Andes. É um destino popular o ano todo, com atividades na neve (esqui, trenós) no inverno e trilhas no verão. É onde estão os trenós de Piedras Blancas e facilmente acessível de carro ou de ônibus. Os ingressos são vendidos no loca, tentamos visitar, mas segunda-feira estava fechado.
Circuito Chico
Uma das rotas mais visitadas em Bariloche, o Circuito Chico (pequeno, em espanhol) é um passeio clássico de 65 km, realizado em cerca de 4 horas, oferecendo vistas panorâmicas dos lagos Nahuel Huapi e Moreno, bosques e montanhas. Inclui paradas imperdíveis como o Cerro Campanario, a Capela San Eduardo, o Hotel Llao Llao, Cervejaria Patagonia e a Colônia Suíça. É um passeio que pode ser feito o ano todo, contratado em agencia ou por conta própria, com um carro alugado. É aquele “must go” para quem visita Bariloche pela primeira vez.



Museu do Chocolate
Museu do chocolate Havanna (link) conta com tours guiados com degustação de chocolates Havanna e exposições que contam a história do chocolate, além de uma loja de presentes e café, além da belíssima vista para o lago Nahuel Huapi. Localizado na Av. Exequiel Bustillo 1200, fica bem na base do Cerro Otto, então você pode combinar esta visita com este outro passeio (se lembre de ir em um dia que o Cerro esteja aberto e não faça como nós fizemos rs). Funciona todos os dias, das 10h às 19h e os ingressos podem ser comprados no local.
O Parque Nacional Nahuel Huapi, que tem o mesmo nome do principal lago da cidade, é onde fica a base do Cerro Tronador, um vulcão extinto da Cordilheira dos Andes, na fronteira entre Chile e Argentina. Este nome foi dado pelos nativos da região devido ao som que é produzido quando os pedaços de gelo se desprendem dos glaciares. Ao longo dos anos, esse depósito de glaciares foi formando lagos e um deles (ao todo são 14) é o Ventisqueiro Negro, essa enorme lagoa de cor esverdeada, com alguns sedimentos de cor negra nos icebergs, características das formações rochosas derivadas da atividade vulcânica.


O Tronador é um estratovulcão, formado pelas sucessivas sobreposições de material vulcânico ao longo de milhares de anos. Seu formato é cônico íngreme, e possui uma camada espessa de calota de gelo permanente. O pico principal internacional, também conhecido como Pico Anon, alcança 3.491 metros de altura.
Situado a cerca uma hora do centro de Bariloche, o parque cobra entrada de 20 mil pesos argentinos e tem horários fixos para descida e subida até o Tronador. Por ali também se pode acampar, ver cachoeiras e muita natureza. Tem estrutura de restaurante e estacionamento. É incrível, separe um dia pra este passeio.



A “Rua Torta” em Bariloche, na Argentina, é uma rua sinuosa com um declive acentuado, que foi construída para facilitar o trânsito de veículos em um local íngreme. Na verdade ela se chama “Paseo Alfredo Caspani” e por ali realmente há circulação de carros.
Pesquisando um pouco, descobrimos que ela é sim um ponto turístico na cidade, e é comparada com a “Lombard Street” em San Francisco e a rua “Emílio Sorgetz” em Gramado, que também são conhecidas por suas curvas, ótimas para fazer aquela foto linda.

Onde ficar
Nosso hotel em Bariloche era super bem localizado, com café da manhã e opções de jantar a la carte! O Eco Ski Hotel (link) fica no centro de Bariloche, a poucos passos da rua Mitre, a rua do comércio principal e que termina na praça do Centro Cívico.
O café da manhã estava incluído na tarifa e o hotel dispõe de uma sala de jogos com bar e o restaurante também funciona na parte da noite, com cardápio a la carte. Os preços eram bem amigos, se comparados aos praticados nos restaurantes da cidade atualmente.
Ao lado há um restaurante turístico com Parrilla de fogo de chão, para quem gosta, mas todos os outros também estão bem próximos, além do edifício garagem onde deixamos nosso carro alugado (não se esqueçam do pagamento “en effectivo” se optarem por ele).
endereço: Hotel EcoSki by bund Bariloche
Rua Gobernador Léon Quaglia, 281

Onde comer
A Argetina é mundialmente famosa pelas carnes de qualidade servidas em seus restaurantes e em Bariloche não seria diferente. Diversas são as opções, mas vamos destacar aqui o restaurante El Boliche de Alberto (link), com três unidades, duas de carnes e uma de massas, qie também visitamos, e todas estão aprovadíssimas! Vale o que custa! Não deixe de provar o chimichurri da casa, espetacular.


Endereços: El Boliche de Alberto (Parrilla/Carnes): Calle Villegas 347.
El Boliche de Alberto (Massas): Calle Villegas 365 (em frente à de carnes).
El Boliche de Alberto (Carnes – segunda unidade): Calle Morales 240
Horário de funcionamento: de Segunda a Domingo
Almoço: 12:00 – 15:30.
Jantar: 20:00 – 00:00
Chocolate de Bariloche
Claro que não podemos deixar de falar do chocolate de Bariloche, uma das atrações principais desta viagem. Diversas são as lojas de fábrica encontradas pela cidade como a Havanna, que envia chocolates para Buenos Aires e é bem famosa no Brasil, mas também temos a Mamuschka, Frantom Chocolates e a Rapanui, que conta com restaurante e pista de patinação no gelo, como mostramos em nosso instagram.
Esperamos que você tenha curtido nossas dicas e se empolgado para sua viagem. A Páscoa em Bariloche é uma ótima pedida! Quero aproveitar para te lembrar que agora é obrigatório seguro viagem para entrada na Argentina. Um decreto governamental de 14/05/2025 informa que será obrigatória essa apresentação no ingresso ao país, além de endurecer as regras de imigração. Caso você precise de ajuda para fazer o seu seguro, nós temos parceria com a Comparar Seguro de Viagem (link) e eles podem ajudar.



